Carne vermelha é vilã para diabéticos?
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O consumo de carne faz parte da alimentação de milhões de brasileiros, mas até que ponto isso afeta o risco de resistência insulínica e diabetes?

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A carne no Brasil ocupa um papel central no padrão alimentar, estando presente quase diariamente na mesa da população. Embora seja um alimento rico em proteínas e micronutrientes, o alto consumo de carnes vermelhas, especialmente as processadas, tem gerado debates crescentes sobre seus possíveis impactos à saúde.
Diante disso, um estudo brasileiro de grande porte buscou investigar se o consumo frequente de carnes vermelhas e processadas está associado ao desenvolvimento dessas doenças metabólicas ao longo do tempo.
O estudo ELSA-brasil acompanhou mais de 15 mil servidores públicos, com idades entre 35 e 74 anos. Foram coletados dados antropométricos, bioquímicos, socioeconômicos e relacionados ao estilo de vida, além de dados sobre o consumo de carne vermelha e processada diário.
Ao longo do estudo, os participantes foram acompanhados por cerca de quatro anos, permitindo aos pesquisadores observar o surgimento de novos casos de resistência insulínica e diabetes ao longo do tempo.
Os resultados indicaram que indivíduos com maior consumo de carnes processadas apresentaram maior probabilidade de desenvolver resistência insulínica ao longo do acompanhamento. Além disso, o consumo elevado de carne vermelha foi associado a um maior risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2, especialmente entre os homens.
Esses achados sugerem que a frequência e o tipo de carne consumida podem desempenhar um papel relevante no risco de alterações metabólicas, reforçando a necessidade de um padrão alimentar equilibrado e um consumo adequado desses alimentos.
Entretanto, é importante destacar que a Diabetes tipo 2 é uma doença multifatorial, influenciada pelo estilo de vida, excesso de peso, sedentarismo, padrão alimentar e fatores genéticos. Embora o estudo tenha encontrado associações entre o consumo de carne vermelha e processada a essas alterações metabólicas, não podemos assumir que apenas esses alimentos são os culpados, mas sim, que eles podem fazer parte de um contexto alimentar que contribui para o risco.
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