Jejum Intermitente, é necessário?
Jejum intermitente é necessário?…
O jejum vem ganhando cada vez mais popularidade nos últimos anos, mas, será que é realmente benéfico para a sua saúde?
O jejum intermitente é um padrão alimentar caracterizado por alternar o período de alimentação com o período de jejum. Essa estratégia tem chamado muita atenção pelos seus potenciais benefícios a saúde.
Existem diferentes tipos de jejuns, sendo os principais:
- Jejum em dias alternados (ADF): Alterna um dia de alimentação normal com um dia de jejum completo ou muito restrito (apenas 500 calorias).
- 5:2: Consiste em comer normalmente por 5 dias e, em 2 dias não consecutivos da semana, limitar o consumo a apenas 500-600 calorias.
- TRE: O mais popular, sendo de 12-24 horas de jejum
Qual o melhor tipo de jejum?
Segundo uma revisão recente de estudos clínicos que comparou todos os tipos de jejum citados acima, revelou que o tipo que mais apresentou resultados foi o Jejum em dias alternados (ADF), principalmente na perda de gordura corporal.
Porém, não há um consenso de qual é o melhor, mas sim do que a pessoa tem mais adesão e qual se encaixa melhor na sua vida.
Quais os possíveis benefícios do jejum?
Estudos recentes têm mostrado diversos benefícios em praticantes dos jejuns, dentre eles se destacam;
Redução de peso corporal: Com uma janela de alimentação menor, as pessoas acabam comendo menos, consequentemente ingerindo menos calorias ao longo do dia, favorecendo o emagrecimento.
Melhora da resistência à insulina: O jejum pode ajudar no controle glicêmico, contribuindo para o controle de açúcar no sangue, prevenindo doenças como a diabetes tipo 2.
Melhora no perfil lipídico: Alguns estudos relatam melhora no colesterol LDL, redução de triglicérides e aumento do Colesterol HDL (colesterol bom).
Portanto, o jejum é melhor que a dieta comum?
A resposta é: Não necessariamente.
Apesar de estudos recentes mostrarem os diversos benefícios do jejum intermitente, eles não comprovam que o jejum é mais eficaz que a “dieta comum”, especialmente para emagrecimento, o déficit calórico continua sendo o principal método para atingir esse objetivo.
Na prática, os resultados parecem ser semelhantes quando a ingestão total de calorias é equivalente. Ou seja, grande parte dos efeitos positivos pode estar relacionada à redução calórica, e não apenas ao período de jejum em si.
Pontos de atenção no Jejum intermitente:
Existem alguns pontos importantes para refletir antes de começar um jejum;
- Adaptação: Nem todas as pessoas se adaptam ao jejum, principalmente aos jejuns mais longos, podendo sentir sintomas como, fraqueza, tontura e irritabilidade.
- Risco de compulsão alimentar: Após longas horas sem comer, o risco de compulsões aumenta, já que é comum sentir mais fome, podendo levar ao consumo excessivo de alimentos, sendo muitas vezes de baixa qualidade nutricional.
- Qualidade nutricional: Deve-se quebrar o jejum com alimentos de qualidade, focando em alimentos in natura, que proporcionem benefícios a sua saúde, evitando ultraprocessados e alimentos com baixa qualidade.
Lembrando que o jejum não é recomendado para alguns grupos:
Gestantes/lactantes: Necessitam de aporte nutricional constante e adequado para o feto ou bebê.
Idosos: São um grupo vulnerável e que necessitam de um aporte nutricional adequado para evitar problemas maiores.
Diabéticos (principalmente tipo1): Longos períodos de jejum podem causar hipoglicemia e picos glicêmicos.
Crianças e adolescentes: Estão em fase de crescimento e desenvolvimento, necessitam de um maior aporte de nutrientes e de energia.
Dessa forma, antes de adotar o jejum intermitente, é importante avaliar o que melhor se adapta à sua rotina e ao seu bem-estar. Por isso, antes de iniciar o jejum intermitente, é fundamental avaliar a individualidade e, sempre que possível, contar com a orientação criteriosa de um nutricionista.
Fonte: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10945168/pdf/main.pdf


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